2 de fevereiro de 2012

Sobre criar asas

Nós não somos aves, mas também criamos asas. Essas asas invisíveis que crescem em nossos corações e mentes. Às vezes, elas são pequenas demais e nos sentimos presos ao chão. As vezes, elas são grandes o suficiente para nos levar ao outro lado do mundo, e sempre nos esquecemos, também são grandes o suficiente para nos trazer de volta.

Asas têm o poder de nos libertar. De nos permitir viver por conta própria. Mas, de que adianta ter asas se possuo grades em minha janela? Que mundo curioso. Onde são livres os que deviam viver presos e são presos os que deviam viver livres.

Eu, através das minhas grades, observo os outros voarem. Quando eles partem, deixando de lembrança a falta, nem sempre voltam. Enquanto espero a minha vez de usar as asas, voo da minha própria maneira. Por meio das palavras. É assim que sinto como se pudesse alcançar o céu, enxergando o mundo de um jeito que sem elas, não conseguiria. Quem sou eu sem as minhas asas traduzidas em palavras?

Meus queridinhos, mais do que nunca, os que eu amo estão criando asas. Belas asas que eu sei que os levarão ao infinito e além. O que sobra em mim é apenas um pedido, que já dito e repito:

Que as asas que criamos nos liberte, mas que não nos separe.

Um comentário:

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Beijo da garota que não defenestra ideias.